Marcelo Neves, Bacharel em Direito
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Marcelo Neves

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Marcelo Neves, Bacharel em Direito
Marcelo Neves
Comentário · há 2 anos
Retorne-se à Bíblia. Tome-se Adam Smith; em um país subdesenvolvido, a tendência é que a taxa geral de lucro seja elevada. Então, adota-se uma medida para ampliá-la e proporcionar acumulação de capital mais veloz, mais investimentos. Mas não estamos na Inglaterra de 1776. Como investir em um ambiente de crise econômica como a atual? É importante, nessa situação, preservar a renda do trabalhador, o que menos poupa em termos do que recebe (simplesmente por não ter muito sobrando ao final do mês); se esse ator passa a receber menos, o nível geral de consumo decai, e não haverá demanda. Já se está em Keynes, no século XX, que vem com a "moda" do intervencionismo econômico à tiracolo. Cabe discutir que a massa salarial não será achatada, mas sim vão cair as contribuições, os recursos que vão para o governo; e o governo, em seus gastos, proporciona concentração de renda, provendo servidores abastados, políticos corruptos, etc. O problema é que o salário tende a ser comprimido, sim, senão não faria sentido optar pela terceirização; ou então estaria sendo facilitado o desacato a direitos trabalhistas, o que é mais pertinente ao comentário sobre a idiotice de Getúlio, mas não é, a priori, o que essa reforma vai proporcionar - conforme os próprios parlamentares defensores do projeto. O que está sendo efetuado é, no minimo, inoportuno. Pode-se contra-argumentar que intervencionismo limita a eficiência. Terceirização de atividade meio é eventualmente defensável em termos de eficiência, redução de custos e bilateralidade de benefícios, mas a de atividade fim, não. Afinal, se a empresa não é o mais eficiente possível no que o seu cerne, então deveria nem existir, em havendo funcionamento correto dos mecanismo de livre mercado. Já o que tende a ocorrer no setor público, em fundações e autarquias, é a substituição de concurso público pelo nepotismo, e indicação de terceirizadas de figurões políticos, como já indicado em comentários acima. Um defensor bem informado da reforma a caminho quer apenas que os sindicatos sejam enfraquecidos, para que se derrube a CLT, e não se importa que o setor público torne-se menos eficiente, para melhor reivindicar a redução da carga tributária. Esse sujeito não está se importando com o que acontece com a sociedade no curto prazo, porque tem alguma segurança na vida, qualificação. Enquanto isso, pessoas vão esgotando suas vidas na vala da precarização, do desemprego, da marginalidade...
Marcelo Neves, Bacharel em Direito
Marcelo Neves
Comentário · há 2 anos
É recomendável preterir a mera tergiversação moral e buscar uma avaliação da realidade; se o texto apela para algum coitadismo, suscita também temas relevantes. Esse sofisticado aparato dos presídios de segurança máxima envolve custos elevadíssimos à sociedade. É vital manter presídios que não sejam qg de facção, e justamente por isso deve ser pensado como fazê-lo de modo extensível a todos os detentos - evitando shows midiáticos de transporte em avião da aeronáutica e coisas assim. É difícil que um preso adequadamente isolado mantenha suas prerrogativas de liderança, mas tão logo perca seu posto vêm outros assumirem o lugar. O prioritário é reduzir o lucro das atividades ilícitas; se uma eventual legalização de drogas, por exemplo, é apta a fazê-lo, deve ser ponderado o custo em termos de saúde pública e, uma vez que haja dados consistentes a respeito, a sociedade deve decidir a respeito. Rondas policiais ostensivas e grupos táticos para desmantelar quadrilhas mais relevantes têm de ser prioridade. O judiciário precisa ser ágil, para que seja possível manter presos com condenação definitiva na cadeia em vez dos provisórios. E compete dificultar, nos presídios, a comunicação com o exterior, nem que seja meramente para torná-la mais custosa; sou leigo no tema, mas este artigo me pareceu razoável: < http://www.ibytes.com.br/e-possivel-bloquear-para-impedir-o-uso-de-celulares-nos-presidios/ >. As facções devem ser combatidas pelo bolso; no momento é o Estado que está sendo castigado, compelido a atos onerosos e ineficazes - mas que rendem boas manchetes e deixam satisfeito o senso moral do cidadão médio.

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